fixado.

Julho 3, 2009

Me perco por dentro, me derreto, me desnudo emocionalmente quando confesso os meus erros e meus medos e que na verdade não sou tão independente como devo aparentar, na grande verdade não passo de um fraco, cuja noção dos rumos ou do significado da vida é muito restrita. Na minha outra verdade quando conto coisas a alguma pessoa é quando eu acho que devo confiar, quando penso encontrar a pessoa certa, lá esta ela pronta para me matar de vez quando descobre minhas fóbias e meus medos constantes sobre aquela minha vida, mas agora desgraçado leitor eu me desnudo e mostro aquele medo dos sentimentos escondidos e temo que terceiros saibam mais de mim do que eu mesmo, pois poderá me levar a destruição.

Logo depois, me torno indefeso e confiante como a pessoa no truque circense, presa a uma prancha sobre a qual um atirador de facas exercita sua perícia e as lâminas que eu mesmo forneci passam a poucos centímetros da minha pele, assim eu acabo permitindo que você assista a minha vida e humilhação, essa minha constante falta de amor própria (que nunca passa), sim eu sou um fraco quando escrevo estes textos onde neles acabo por falar coisas que estão dentro de mim, sou um fraco quando lavo meu rosto com lágrimas, quando eu não queria, mas eu tento e não consigo aprender que, não importa o quanto eu seja diferente das pessoas, e não importa o tanto quanto eu lute para acabar por tentar melhorar a mim mesmo, e não importa o quanto eu aparente ser pra você, pois se um dia chegar a este catálogo vasto dos meus medos e fóbias você poderá ao menos um dia, me amar? mas quem é você a quem tanto acabo me referindo, eu ainda não achei, eu ainda não encontrei, mas eu acho que esta mais próximo do que eu possa imaginar, ou não.

Pra tentar descontruir o fixo eu derreto, frito, desmonto, grito, me descabelo, até cair de joelhos.
Exaurido e extenuado, perplexo.

Eu preciso de respostas, mas antes… estou a espera do principe no cavalo branco.

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